[RESENHA] O DUQUE E EU

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Título Original: The Duke and I

Autora: Julia Quinn

Editora Arqueiro – Ed. 2013 –  288 pág

Série: Os Bridgertons Vol. 1

Skoob

Indicado para maiores de 18 anos

Favoritado!

“Não há nada que nasça sem que uma semente forte e saudável seja plantada.” Pág. 217

Em O Duque e Eu Julia Quinn nos apresenta a numerosa família Bridgerton. Violet Bridgerton e seus 8 filhos – Antony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth – serão os protagonistas de cada um dos livros dessa série.

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O mais legal, é que mesmo que cada livro tenha foco no romance de um dos filhos, todos eles englobam a família como um todo, já é nítido nesse primeiro volume que os irmãos gostam de “opinar” na vida uns dos outros. Mas também, o que poderíamos esperar de uma família tão numerosa? Eles são barulhentos, se intrometem mesmo nas vidas uns dos outros e se amam sem medida! É impossível não se apaixonar!

Daphne Bridgerton é nossa primeira protagonista. Com uma beleza comum, para os padrões da época, ela se arrasta a duas temporadas como debutante em busca de um bom casamento. Apesar de ser inteligente e bem humorada e dona de um ótimo gancho de direita! Ela assusta seus pretendentes por não possuir aquela afetação feminina. Ao crescer com tantos irmãos Daphne desenvolver uma personalidade muito sagaz, o que a torna uma ótima amiga, e nunca uma pretendente. Os homens dessa época buscam mulheres que se comportem como donzelas, que sorriam com afetação e se preocupem com seus vestidos somente. Mas Daphne é muito mais que isso.

Em um dos famosos bailes de temporada, o local perfeito para as mães apresentarem suas filhas para bons pretendentes, Daphne conhece Simon Basset. Ele está de volta à cidade por razões muito complicadas. Seu pai que ele nunca se dera bem faleceu e lhe deixou um título de duque de Hastings.

“Simon sentiu no âmago a rejeição do pai. E conforme o ódio lhe invadia e transbordava por seus olhos, ele fez uma promessa solene. Se não podia ser o filho que o pai queria, então seria exatamente o oposto.” Pág. 15

Depois de viajar o mundo Simon decide retornar e passar uma temporada na cidade. Ele e Antony são grandes amigos e essa deveria ser uma razão grande o suficiente para que Simon mantivesse distância de Daphne, some a isso o fato de ele ser um mulherengo assumido e você vai entender porque Antony tem um surto ao descobrir que Simon e Daphne estão juntos.

Mas calma tudo não passa de um plano mirabolante para benefício mútuo.

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Simon vê em Daphne a solução para afastar todas aquelas mães que não param de lhe apresentar suas filhas. Afinal, assumindo um compromisso assim ele fica indisponível para qualquer pretendente.

Em contra partida Daphne ganha um grande impulso social com esse relacionamento. Todos os homens que só a enxergavam como amiga passam a olhá-la de outra forma, afinal, um duque está interessado nela, Daphne então se torna um grande objeto de cobiça. Sabem como funciona, a grama do vizinho é sempre mais verde!

O grande problema vocês podem imaginar é quando os falsos sentimentos se tornam reais. Simon não quer se casar de forma alguma! Por causa de todos os problemas sofridos com seu pai ele se nega a dar continuidade ao nome Basset e tudo o que Daphne mais quer é construir uma família grande e harmoniosa como a sua. Esse relacionamento nunca poderia dar certo!

“Ele nunca se casaria, nunca teria filhos, e isso era tudo o que ela queria da vida.” Pág.74

Ver a construção desse casal é muito divertido e isso se deve a dois pontos principais:

Lady Whistledown é colunista de um jornal de fofocas da sociedade. Essa personagem misteriosa sabe tudo que acontece e suas notas são hilárias, repletas de humor ácido. Me lembraram na hora A Garota do Blog, impossível não associá-las. Dessa forma acompanhamos a narrativa dos fatos pelo narrador onipresente e pelos olhos da sociedade através das crônicas dessa Lady misteriosa.

“Esta autora precisa aproveitar a oportunidade para lembrar ao querido leitor que o casamento foi previsto pela coluna. Não nos passou despercebido que sempre que este jornal noticia uma nova ligação entre um cavalheiro qualificado e uma dama solteira, as apostas nos círculos da sociedade mudam em poucas horas, e sempre  a favor do casamento. “ Pág. 170

Crônicas da Sociedade de Lady Whistledown

21 de maio de 1813

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O segundo ponto são as tradições da época. Vejamos como eram os relacionamentos: Não existia essa história de beijar e abraçar minha gente. O contato era mínimo e até para beijar a mão da dama ela devia estar de luva. Imaginem o escândalo que foi quando Antony flagrou Daphne e Simon aos amassos no escurinho do jardim?! Claro que o rapaz foi obrigado a se casar, o problema é que ele não queria mesmo! E essa encrenca vai gerar até mesmo um duelo até a morte. Eram tempos maravilhosos não é mesmo?

Foi maravilhoso mergulhar em todas essas tradições tão esquecidas no nosso tempo. E eu li um dos trechos que com certeza vou levar para a vida! Uma das cenas mais hilárias de todos os livros que já li. Violet explicando para Daphne o que acontece na noite de núpcias:

“- Muito bem. Os seus deveres conjugais… quer dizer, a consumação… é como se fazem os bebês.

Daphne se apoiou na parede.

– Então a senhora fez isso oito vezes?

– Não!

Daphne ficou confusa. As explicações da mãe estavam sendo vagas demais, e ela ainda não sabia exatamente o que eram os tais deveres conjugais, mas alguma coisa não estava batendo.” Pág. 179

Apesar de ser um livro de romance previsível ele também aborda temas como o cotidiano em família, a superação de mágoas e traumas e a construção da confiança e da amizade. Achei bem surpreendente toda a história por conseguir abordar tantos temas. Adorei todas as cenas do cotidiano da família e a afinidade de Daphne com cada um de seus irmãos, além de ver em Violet uma mãe que só se preocupa em trilhar para cada filho o caminho da felicidade.

“Se a apresento a dezenas de homens, é apenas porque quero que tenha o máximo de pretendentes possível para poder escolher um marido. Meu maior sonho é que seja tão feliz como fui com seu pai.” Pág. 105

As capas dessa série são umas das que mais gosto, são refinadas e cheias de referências de época, tem um trabalho de verniz de incrível e casa perfeitamente com os arabescos. No site da Arqueiro você pode até baixar os marcadores da série 😉

O livro é curto e flui com muita rapidez, tem algumas cenas de conteúdo adulto mas não é foco. A divisão dos capítulos é ótima e a edição conta com aquelas folhas amareladas que tanto ajudam no conforto da leitura.

È um livro pra ninguém colocar defeito, vocês podem perceber isso pelo tanto que falei nessa resenha. Desculpem! E acreditem, é só o começo de tudo.

“Estava começando a se dar conta de que precisava se agarrar a alguma coisa na vida, e talvez ela tivesse razão quando dizia que a raiva não era a solução. Quem sabe ele conseguiria aprender a se agarrar ao amor…” Pág. 267

Enfim, garanto muitas risadas e muitos suspiros nessa história. Já quero pra ontem ler o segundo volume O Visconde Que Me Amava e conhecer um pouco mais sobre o Antony.

 

 

 

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19 comentários sobre “[RESENHA] O DUQUE E EU

  1. Meirelle Almeida disse:

    Oi, Vivi!
    Comecei a ler esse livro, mas desisti por ser em pdf, não é qualquer livro que leio em formato digital. Quero muito continuar, apesar do conteúdo adulto, kkkk, é algo que me incomoda, mas como não é o foco, vou dar uma oportunidade. Eu cheguei nessa parte da explicação como é uma noite de núpcias, ri horrores. O livro tem uma escrita bem humorada e o Simon é um dos meus tipos de personagem favorito, aqueles que apesar da má fama, acabam-se rendendo por amor. Algo visto como clichê, mas que realmente pode acontecer.
    Um beijão 😘
    P.S. Amo tuas fotos (acho que sempre comento isso, kkkk)

    Curtido por 1 pessoa

    • Viviane Oliveira disse:

      Mas então, romance de época não costuma ser assim não, tb me surpreendi!
      Mas achei ótima a sacada de juntar ambos!

      Obrigada!! Eu curti muito o resultado dessas fotos tb 😀

      Ahh essas crônicas da sociedade foram uma das melhores partes na minha opinião! hahaha
      Bjo Mônica!!

      Curtir

  2. Josiane dos Santos disse:

    As fotos ficaram lindas, a sua forma de falar do livro é esplendida e o livro é maravilhoso!
    Já li a série Bridgerton inteira e sinto falta de mais livros. O Duque e Eu te faz se apaixonar pela história, pela família e acompanhar o desenvolvimento dessa família inteira, querendo sempre mais. Incentivo a leitura e desde já falo para os colegas leitores: neste livro, realmente, prepare-se para dar muitas risadas. Pretendo reler.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Contudo e Entretanto disse:

    Oiii Viviii!!!
    Li recentemente esse livro e fiquei APAIXONADA *–*
    É um livro tão gostoso de se ler, passar o tempo e relaxar. Não coloco defeito algum, se tornou um dos meus favoritos ❤
    Amei a resenha!!!
    Shipo muito Daphne e Simon <333

    Beijoos ;*

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  4. Clara Luar disse:

    Eu tambem ameeeeei esse livro !! Gosto quando encontro pessoas que compartilham a mesma opiniao que o mr,, embora o oposto construtivo tambem sempre seja bem vindo. Adorei as citações e suas foto,, muito capricho e vale a pena ler!
    Se interessar, faça me uma visita!
    gentefazendolivro.wordpress.com

    Curtido por 1 pessoa

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